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sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Viagem de Mota - Portugal-Grécia - Costa Adriática - Parte I

E eis que chega o grande dia…!

A nossa tão esperada viagem de mota, … loucura? …. talvez!!!



Dia 1

Coimbra – Madrid
534 km


Alvorada às 6:00h da manhã.

A Claudina levantou-se primeiro, tomou banho, mas… que estranho… a água continuava a correr…?

De repente fez-se luz…! Levantei-me e corri para a janela e … ESTAVA A CHOVER !

Eu nem queria acreditar…#$%&#$&%$ !

Depois de uma 6ª feira de sol e calor, chovia naquele sábado, 1 de Agosto. Não estava previsto.

Resolvemos esperar um pouco na esperança que a chuva passasse… mas como continuava, vestimos as calças de chuva e protegemos a “Catarina”.

Sim, porque convém dizer já que fiz a viagem toda com mais três “mulheres”…!

A Claudina, minha mulher, a Catarina do gps e a grande rainha africana, a nossa Africa Twin!

Com isto tudo partimos com 1 hora de atraso em relação ao previsto, mas às 8:00h, mesmo a chover, aí fomos nós a caminho de Madrid.


Estava uma manhã fria para a época e apanhámos chuva praticamente até à fronteira de Vilar Formoso.


Logo a partir desse 1º dia, o “grande problema” para a minha mulher, que era andar de mota à chuva, morreu.

Apesar de termos apanhado chuva durante a viagem noutros locais, nunca mais foi sequer uma questão, quanto mais um problema… afinal, chuva é só água!

Em Vilar Formoso tomámos o último cafézinho bem português e mal sabíamos nós que só voltaríamos a ouvir falar português quase 10 dias depois…

Pouco depois de entrarmos em Espanha a chuva diminuiu de intensidade e perto da cidade de Salamanca o Sol já brilhava no céu.

Chegámos à Madrid dentro da hora inicialmente prevista (a chuva não nos atrasou…) e estava um calor de morrer, para compensar o frio da manhã.


O parque de campismo escolhido para pernoitar foi uma decepção, o Camping de Osuna.

Mas como era só para passar a noite…lá montámos a tenda.

No entanto o camping tinha uma característica engraçada, esquilos passeavam-se alegremente por todo o parque…!

Curiosamente, durante toda a viagem, só houve dois sítios onde nos tentaram levar mais dinheiro do que a conta e um deles foi precisamente aqui. O outro foi na Macedónia…

Madrid, que já conhecíamos, é uma cidade verdadeiramente cosmopolita, bonita, colorida, cheia de vida e que a nós nos encanta.

Em vez da visita inicialmente programada ao Museu do Prado, passeámos pelo centro de Madrid e tomámos qualquer coisa fresca numa daquelas muitas esplanadas perto das “Puertas del Sol”.


Curiosamente, resolvemos jantar no mesmo Mac’Donalds onde há 17 anos atrás almoçamos na nossa lua-de-mel, numa escala que fizemos em Madrid, numa viagem para o Cairo…

Enquanto procurávamos o restaurante, guiados pela “Catarina”, começa a chover novamente.

Não sei se devido aos recentemente montados Michelin Anakee, à qualidade do alcatrão de Madrid ou à chuva de verão numas estradas e ruas sujas, mesmo com a mota carregada, em cada arranque a roda de trás patinava…



Dia 2

Madrid - Barcelona
625 km


Alvorada às 6:00h da manhã.

Com seiscentos e tal quilómetros para fazer, não podia haver grandes atrasos, já que tínhamos o ferry para apanhar.

As estradas entre Madrid e Barcelona são óptimas e o tempo esteve bom.

A paisagem é agradável, alternando entre a planície extremamente árida e a montanha. De tempos a tempos lá apareciam manchas verdes de campos cultivados.

A determinada altura, passámos por uma paisagem de desfiladeiros que mais parecia um cenário no oeste americano de um filme de “cowboys”…

Passámos também em Mont Blanc, cidade medieval do sec. XII.

Chegámos a Barcelona por volta das 15:30h.

Dirigimos-nos primeiro, ao porto de Barcelona, no terminal de ferrys levantámos os bilhetes, previamente comprados por internet e aproveitámos para confirmar pormenores do embarque.


Aí já encontrámos algumas motas prontas para embarcar para os mais diversos destinos.


Como tínhamos tempo, o embarque seria apenas depois das 18:30h, aproveitámos para passear e conhecer Barcelona.



Barcelona é uma cidade imponente. Os edifícios são, na sua grande maioria, bonitos e de grande qualidade arquitectónica.



Estava tanto calor que em cada semáforo que parávamos, o termóstato do ventilador da Africa Twin disparava!



Os monumentos sucediam-se…Arco do Triunfo, Catedral de Barcelona, Igreja da Sagrada Família, … etc.


Curiosamente, muitos dos monumentos que fomos encontrando por essa Europa fora, encontravam-se em obras ou em restauro.


As ruas, na zona histórica de Barcelona estavam apinhadas de gente, turistas e não só...



E como sempre, nestas circunstâncias, os artistas de rua mostravam o seu valor e talento...


Para encontrar a Igreja da Sagrada Família, a “Catarina” fez-nos percorrer “seca e meca” já que referências à dita cuja eram muitas no gps e primeiro que encontrássemos “the real one”….


Ficamos com pena de não entrar mas recuso-me a pagar para entrar numa igreja, principalmente numa igreja cristã num país católico…


Barcelona merece uma visita mais atenta e prolongada. No seu centro respira-se cultura, animação e alegria. Muita gente jovem nas ruas…!


Comemos qualquer coisa numa esplanada perto da catedral e, como estava perto da hora de embarque, regressámos ao porto de Barcelona.

Entretanto a Claudina ia-se especializando em tirar fotografias na mota em andamento, que muito útil foi durante toda a viagem.


No cais de embarque do ferry as motas eram muitas e de todos os tipos.


Ao fundo, o ferry onde iamos embarcar, o "Roma Cruise" da "Grimaldi Lines".


No momento de embarque, os bilhetes eram verificados cá fora. Mais nenhum documento nos foi pedido...

Como o ferry fazia escala em Porto Torres, também em Itália, já no barco era-nos indicado por onde ir, Civitavecchia à direita e Porto Torres à esquerda.


À conta disto, um casal espanhol, que simpaticamente me ofereceu um livro editado por eles com os mapas de Espanha, e que viajava numa Harley Davidson, ia saindo em Porto Torres quando o seu destino, tal como nós, era Civitavecchia...

Já no interior do ferry, mas motas eram depois fixadas ao barco pela tripulação.

Tudo o que necessitássemos tinha que ser retirado neste momento, já que o acesso às garagens não era permitido posteriormente.


Já no convés superior do barco, a vista sobre o porto de Barcelona era agradável e simpática.


Ao fundo, alguns modernos edifícios do complexo portuário


O barco, no geral, era simpático, com bares, restaurantes, piscina, casino, salão de jogos, internet, etc...


Quando largámos de Barcelona, já era de noite, pouco depois das 22:00h. Esperavam-nos 20 horas de viagem.

Dirigimos-nos aos nossos aposentos e dormiu-se na bela da poltrona...!




Dia 3

(Continuação Ferry Barcelona – Civitavecchia)
1.400 km


A manhã apareceu fresca e húmida.

Não percebi se choveu de noite ou se era apenas a humidade típica do mar.

Tomámos o pequeno-almoço junto à piscina.


Nessa altura verifiquei com o gps que a velocidade de cruzeiro do ferry era de, sensivelmente, 50km/h.

Estávamos em águas profundas. A sua cor azul escura dizia-nos isso mesmo...lindíssimo!

Entretanto o convés foi-se enchendo de gente...


Estávamos a chegar a Porto Torres, na Sardenha, onde o "Cruise Roma" fazia escala.


Pouco se viu de Porto Torres a não ser o seu porto.


O tempo entretanto começou a aquecer e a piscina começava a convidar...


Pouco a pouco a roupa foi desaparecendo...


E finalmente, banho com ele...!


Aproveitando as facilidades que o barco oferecia, conseguimos falar e ver via internet, messenger, os nossos filhos.

A emoção e a alegria foi muita dos dois lados e a Claudina não conseguiu evitar as lágrimas...

Regressámos à piscina e um grego com quem travámos amizade, junta-se a nós.

Fala-nos do seu país, dos seus usos e costumes e dá-nos indicações preciosas sobre a Grécia e países vizinhos.

Ele e a mulher fizeram precisamente o trajecto oposto ao nosso. Foram até Portugal, numa Ducati, e estão de regresso à Grécia.


O tempo vai passando e já se vê terra ao longe...

Começámos os preparativos para desembarcar.


Foi frequente em toda a viagem cruzarmo-nos com outros ferrys.


Atracámos em Civitavecchia por volta das 18:30h.

Pelo que conseguimos ver, Civitavecchia pouco mais é do que uma cidade portuária.


A azáfama na garagem onde estão as motas é grande.

Cada um prepara-se para o desembarque.


Eu já tinha saudades da minha "menina" mas lá estava ela, na Garagem 7, onde tudo estava em ordem e sem surpresas desagradáveis.

Soltei as cintas que a prendiam ao ferry, vestimos os casacos, luvas, capacetes, etc e esperámos a ordem de desembarque.

O ambiente estava humido e o chão molhado... sou avisado por um companheiro motard que tenha cuidado porque escorrega bastante...

Depois de ver uma ou outra mota em dificuldade, arranco em grande estilo, com malas e pendura, numa derrapagem e slide completo da roda traseira que ainda hoje não percebi como é que não fomos ao chão...!



Civitavecchia - Roma
75 km


A viagem até Roma, de pouco mais de 70km, foi breve e tranquila.

Ficámos no Camping Roma, na Via Aurélia, à entrada de Roma e foi, de longe, o melhor parque de campismo de toda viagem.

Tem tudo, bares, restaurantes, piscina, campos de jogos, etc.

Optámos por jantar mesmo num restaurante local, comida italiana, pizza e lasagna, como não podia deixar de ser! De facto para fazer pizzas não há como os italianos...

Com base num dos muitos folhetos turisticos que circulavam no camping, escolhemos o nosso itinerário para o dia seguinte, marcando no gps os pontos que mais nos interessavam.

"Castel S.Angel, Pallazzacio Ana Pacis, Piazza del Popollo, Muro Torto, 4 Fontane, Fontana di Trevi, Piazza di Spagna, Piazza Venezia, Colosseo, Circo Massimo, ..." etc, etc, etc...



Dia 4

Roma - Bari
467 km


Mais uma vez alvorada às 6:00h.

De acordo com o que estava planeado, dedicámos a manhã do dia 4 a Roma.

Arrumámos tudo rápidamente, as rotinas começavam a ser automáticas e cada coisa já sabia o seu sitio!

Ao nosso lado estava um casal de holandeses, que viaja de mota há mais de 20 anos...

Ao ver como arrumavamos tudo tão rápidamente, vem ter comigo e pergunta-me como é que faço...

Ele tem, ao lado da sua Harley, um monte de tralha inimaginável...e a mulher continuava a arrumar coisas...!

Pergunto-lhe como vai pôr tudo na mota e ele reponde-me que também não sabe...rimos-nos os dois à gargalhada...!

Nesse momento, ao ver a enorme tenda com que ele viajava, lembro-me do trabalho que tive para encontrar uma tenda pequena, para duas pessoas, que coubesse dentro da "topcase".

Quando preparei a viagem, o meu objectivo era que fosse tudo dentro das 3 malas e no saco de depósito, que, propositadamente, tinha que ser pequeno porque teria que servir de saco de mão quando parasse a mota para visitar qualquer monumento, museu, etc.

Não queria de modo algum era ter que levar tralha amarrada fora da mota...

Despeço-me dos holandeses convidando-os para visitar Portugal (como faço sempre) e aí fomos nós a caminho de Roma.

Roma é realmente uma cidade espectacular.

Começámos pelo Estado do Vaticano, Piazza e Basilica S.Pietro.


Novamente a Praça de S.Pedro com o seu obelisco egipcio.

Foi levado para o Vaticano por Calígula para decorar a "espinha" de seu novo Circo.

Posteriormente aí seria martirizado São Pedro, motivo pelo qual o obelisco foi mantido, por estar próximo do local de martírio do apóstolo.


O interior da Basilica de S.Pedro. Esta igreja é a maior da cristandade.

Entro na basilica airosamente mas a Claudina é barrada à entrada pois capacetes não entram...

Depois de ver o que queria, saio e fico a guardar os capacetes enquanto ela visita, a seu belo prazer, o interior ricamente decorado da basílica.


É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo a sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, adornada com 140 estátuas de santos, mártires e anjos.

Foi provado que debaixo do altar da basílica está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos e o primeiro Papa.


O acesso à basilica está todo delimitado por gradeamento onde incusivamente temos que passar por um detector de metais.

A Guarda Suíça do Vaticano foi formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de protecção feita em 1503 pelo Papa Júlio II aos nobres suíços.


O Palácio Apostólico (Palazzo Apostolico), também conhecido como Palácio Papal, Palácio Sagrado ou Palácio do Vaticano, é a residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano.


Uma das muitas pontes sobre o rio Tibre em Roma.


O Castelo de S.Angelo

A sua primitiva estrutura foi iniciada em 139 pelo imperador Adriano como um mausoléu pessoal e familiar (Tumbas de Adriano), mas a sua designação actual remonta a 590.

Durante uma grande epidemia de peste que assolou Roma, o Papa Gregório I afirmou ter visto o Arcanjo São Miguel sobre o topo do castelo, que embainhava a sua espada, indicando o fim da epidemia.


Guiados pela "Catarina", as avenidas e praças sucedem-se, cada qual mais bonita.

Roma é realmente uma cidade monumento e a parte imperial magnífica e grandiosa.


Também em Roma havia diversos monumentos em restauro, neste caso o Palácio de Quirinal.

Conduzir em Roma é uma verdadeira odisseia. Estes romanos são loucos...

Há motas e motoretas por todo o lado e todos (incluindo carros, camiões e autocarros) passam de um lado para o outro sem o mínimo sinal.

Mas como em Roma sê romano, lá vamos nós, impondo o tamanho da AT, carregada com malas e pendura, tentando não ser entalados!


A Piazza del Popollo, também com o seu obelisco egipcio, é uma das praças mais populares de Roma.

A "Catarina" concentrada na sua missão de nos levar a cada um dos pontos programados, faz-nos passar por ruas e travessas com um trânsito infernal, em que a Claudina vai disparando a máquina fotográfica, quase sem parar.


Uma das fontes num dos cantos das 4 Fontane.

Neste cruzamento, no meio de um trânsito infernal, a "Catarina" fez-nos passar pelo menos 3 vezes.


La Fontana di Trevi, a fonte mais famosa de Roma.


Esta é a maior (cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura) e mais ambiciosa das fontes barrocas de Itália.

Tomámos o pequeno-almoço numa esplanada ali perto, já que eram quase 11:00 e tinhamo-nos esquecido de comer...


O Panteão de Agripa.


É o único edificio construído na época greco-romano que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação.


Membros voluntários de organizações monárquicas italianas mantêm uma vigília contínua junto dos túmulos reais de Vitor Emanuel II e Humberto I no Panteão.

Junto ao túmulo de Vitor Emanuel II pode lêr-se: "Padre della Patria".

A Claudina assina o livro de honra a pedido do voluntário.


A Piazza Venezia, no sopé da colina do Capitólio, é o centro do tráfego citadino.


Era nesta mesma praça, que da varanda do Palacio Veneza, nos anos do fascismo, Benito Mussolini fazia os seus discursos.


Dirigimo-nos depois para a Roma antiga.

Como não podia deixar de ser, vimos primeiro o Colosseo, também conhecido por o Anfiteatro Flaviano.


O Coliseu deve seu nome à expressão latina Colosseum, devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto.


Originalmente com uma capacidade de perto de 50 000 pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos.

Embora esteja actualmente em ruínas, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano.


As ruinas do Fórum Romano.


O Fórum Romano era o centro da actividade comércial da Roma da época.


O Arco de Constantino.

É um arco triunfal em Roma, a pouca distância do Coliseu .


Foi construido para comemorar a vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 312.


Deixámos Roma com muita vontade de voltar, com mais tempo, para uma visita mais longa.

Eram 13:00h quando entrámos na auto-estrada em direcção a Bari, no outro lado de Itália.

Pouco tinhamos andado quando começa a chover copiosamente. A protecção aerodinâmica dada pelo vidro alto da Givi, protege a "Catarina" mas nós começámos a ficar encharcados...

Parámos na primeira oportunidade que se proporciona e então debaixo de um viaduto, em plena auto-estrada, estavamos cerca de 20 motociclistas parados.

Vestimos os fatos de chuva, protegi o gps e continuámos viagem sem outros problemas.

A chuva continuou a aparecer, de tempos a tempos, quase até Bari.

Num dos reabastecimentos de gasolina, encontrámos um casal italiano numa Ducati.

Tinham sido surpreendidos pela chuva e, à falta de melhor, protegiam-se com follhas de jornal por debaixo dos casaquinhos de verão... ela tremia de frio que nem váras verdes!

No último tramo da viagem, avisos na auto-estrada dão conta de vento forte...e assim foi.

Seguiamos em plena recta com a inclinação de curva...a Claudina ia algo apreensiva...!

Chegámos a Bari por volta das 18:00h



(Ferry Bari – Patra)
650 km


Como o tempo não era demais, levantámos os bilhetes no porto de Bari e embarcámos quase de imediato.

Desta vez o nosso barco era o "SuperFast Ferry I".


Neste ferry, os camiões iam na sua grande maioria num dos convés do barco.


Na entrada para as garagem do ferry onde ficou a AT, um membro da tripulação dirige-se a nós e diz, todo orgulhoso, que também tem uma e que está mesmo ali ao lado...!

Aponta para o outro lado da garagem onde está outra africana, e diz-me que não há melhor mota...

Largámos de Bari por volta das 20:00h. Esperam-nos 15:30h de viagem até Patra, na Grécia.



Dia 5

(continuação Ferry Bari - Patra)

Este ferry também é agradável, talvez até mais luxuoso que o outro, mas não tem piscina.

Notámos, no entanto, que há uma grande quantidade de passageiros gregos, e como tal, a lingua dominante é o grego. O italiano ainda se percebia, mas o grego...

Desta vez dormimos no chamado "deck space" e tenho que admitir que não foi tão agradável...

Havia gente a dormir por todo o lado,... no chão, nas cadeiras, lá fora... em todo o lado mesmo!


Este ferry, também fez uma escala, neste caso em Igoumenitsa, também na Grécia.

Muita gente também desembarcou aí, principalmente gente jovem.


Era de madrugada, 5:30h, quando chegámos a Igoumenitsa.

O sol ainda não tinha nascido nesse dia.


Foi a "primeira" Grécia que vimos e a impressão foi muito boa!


O sol a nascer, em pleno Mar Adriático, com as ilhas e a terra à vista... é um espectáculo!


Os ferrys, também aqui, eram muitos.


As vistas continuavam impressionantes...!


Adormeci no meio desta beleza e melancolia e só acordei com o carcarejar de uma americana de meia-idade, louca de todo...!

A mulher só dizia parvoices e a coitada da amiga fartava-se de pedir desculpa...muito nos rimos à custa deste par!


Enquanto uns viajam de mota, outros preferem algo mais calmo e tranquilo...muitos yates vimos!


Chegámos a Patra por volta das 12:30h.

Patra já é uma cidade com alguma dimensão...!


Fomos buscar a africana e, depois de devidamente equipados, desembarcámos rápidamente.



Patra - Olímpia
107 km


Estava um calor de morrer. Embora equipados, tentámos circular o mais "arejados" possível, com casacos abertos e viseiras semi levantadas.

A viagem entre Patra e Olympia foi uma verdadeira odisseia grega.

Nem sei bem como hei-de descrever aqui como foram aqueles cento e poucos quilómetros.

O grego com quem falámos no primeiro ferry, bem me avisou: "expect the unexpected...!"

Desde estradas de montanha completamente esburacadas, estradas boas, normais, que de repente passam, sem aviso prévio, para estradas de terra e gravilha, curvas em que a meio desapareceu o alcatrão... já para não falar das placas e avisos em grego...!

Se não fosse a "Catarina" dificilmente lá chegavamos...

Mas no entanto, paisagens lindissimas, atravessando aldeias e povoações, algumas por sinal, bastante pobres.

Curiosamente, e ao contrário do que se podia esperar, há bombas de gasolina por todo o lado e cada uma com o seu preço!

Outro facto curioso é o de existirem imensas miniaturas de igrejas nas bermas das estradas.

Entretanto, à medida que nos aproximamos de Olympia, as estradas vão melhorando e o último troço é uma estrada moderna, com muitas flores nas bermas, que a tornam muito colorida e agradável.

Nesse momento mais descontraido, entra-me uma vespa no capacete, pela abertura da viseira ...

Instintivamente abro o AGV Longway e a vespa entra no casaco e pica-me no peito... sem perder a calma, abro completamente o casaco e a vespa sai e, a mesma, ou outra,... pica a Claudina numa perna...!!!

A Claudina, em pânico, começa aos gritos e a chorar, esquecendo-se que temos os intercomunicadores a funcionar e que me está literalmente a gritar nos ouvidos...!

Lá consigo que se acalme e páre de gritar, mas da dôr e inchaço ninguém nos livrou...!

Entretanto chegámos a Olympia que é uma povoação pequena, muito simpática mas que pouco mais tem do que uma rua principal, isso sim, cheia de lojas e comércio.

O camping que escolhemos, o Camping Diana, é simpático mas ainda apresenta sinais dos enormes incêndios que consumiram a Grécia em 2007.

Como ainda era cedo e tinhamos a piscina só para nós, o que era fantástico, fomos refrescar-nos.

A Archaia Olympia merece uma visita demorada, tal é a quantidade de ruinas e vestigios gregos e romanos.

É preciso não esquecer que os romanos ocuparam a Grécia durante 5 séculos...


O local do sitio arqueológico é agradável e simpático.

A Claudina andava radiante, quase saltitando de pedra em pedra, pois adora este tipo de coisas!


Respirava-se páz e tranquilidade...


O que é evidente também, são os indicios de destruição metódica do que é grego, por parte dos romanos, substituindos os simbolos e estátuas gregas pelas suas, posteriormente destruidas novamente pelos gregos.


Olympia foi uma cidade da antiga Grécia, famosa por ter sido o local onde se realizavam os Jogos Olímpicos da Antiguidade.


A entrada para o Estádio Olímpico.


Calcula-se que, no seu tempo, o espaço suportava 45.000 espectadores em pé.


O local onde, ainda hoje, se acende a chama olímpica de 4 em 4 anos.


O local continua a ser considerado semi-sagrado, onde, por exemplo, não é permitido andar de tronco nú.


As ruinas do edifício Philippeion...


De seguida visitámos o Museu de Olímpia.

Depois do calor abrasador que estava no sítio arqueológico, o fresco do museu soube maravilhosamente.

Esta é a famosa estátua Hermes de Praxíteles.


Mas muito mais interessante é esta pequena estatua aqui...


Claro que para a Claudina uma volta ao museu não chegou e teve que ir à segunda...

À noite passeámos em Olímpia e, felizmente, o café expresso é uma instituição mundial nos dias que correm... e já há em todo o lado!



Dia 6

Olímpia - Atenas
267 km


Alvorada novamente às 6:00h.

Depois de tudo pronto, arrancámos em direcção a Atenas.

A primeira parte da viagem é por estrada de montanha, mas desta vez, uma estrada perfeitamente normal e de padrões europeus.

Esta parte de Grécia é na verdade muito bonita.


Passámos por povoações encantadoras.


Parámos numa delas para tomar um café...mas expresso!


Mesmo nestas pequenas povoações havia sempre quem "desenrascasse" o inglês


A "africana" chamava a atenção de quem passava.


Depois da montanha, aproximámos-nos da costa e entrámos em auto-estrada. Esta segue junto ao mar e é mesmo um espectáculo.

O mar tem um tom de azul lindo e as cidades com as suas baías e portos sucedem-se com barcos de todo o tipo.

Há locais onde o mar parece que vem até aos quintáis das casas...mar esse sem ondas que mais parece um lago gigante.

Estes gregos tem um país lindissimo!

Depois de alguma confusão para entrarmos em Atenas, lá encontrarmos o Camping Athens.

Um dos viadutos principais que atravessava Atenas estava em obras (perigo de derrocada) e o trânsito estava caótico.

Com um calor insuportável, aí é que a AT sofreu...o ventilador nem parava...

Sofreu mas aguentou porque uma AT não é uma simples mota mas sim a "rainha africana".

No entanto, reparei num pormenor, os gregos em geral, e os atenienses em particular, tem uma especial consideração para com as motas e, sempre que possível, abrem espaço para passarmos.

Escusado será dizer que também em Atenas, motas são aos milhares, talvez até mais do que em Roma...!

No camping conversámos com um casal romeno, que vinha numa Kawasaki 750 "naked" que, sem gps, esteve 3 horas em Atenas para encontrar o parque de campismo. A rapariga nem se endireitava...

Depois de tudo arrumado, fomos visitar a Acrópole de Atenas.

A caminho da Acrópole, vista do Templo de Hefesto na Àgora de Atenas.


Uma acrópole é a parte da cidade construída na parte mais alta da região. A posição tem tanto valor simbólico, elevar e enobrecer os valores humanos, como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida.

A Acrópole de Atenas é uma colina rochosa de topo plano com 150 m de altura.

Apesar de envolvente da cidade ser feia, não há palavras para descrever a Acrópole...

Aqui o seu Propileus.


A Claudina estava muito entusiasmada. Tinha realizado um dos seus sonhos...


Curiosamente não nos deixaram entrar na Acrópole com os capacetes...tiveram que ficar à porta num cacifo - nós até agradecemos...!

O Teatro de Herodes Ático, parcialmente reconstruido, em todo o seu esplendor...


Os indicios de restauto estavam à vista


E o Partenon...imponente, ocupa o lugar central logo após a entrada!


Vista desde o Partenon do Teatro de Herodes Ático.


Vista de Atenas desde a Acrópole.


O Partenon era o templo principal de Atenas.

É um símbolo intemporal da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo.


Apesar de actualmente estar em ruínas, fácilmente se percebe toda a sua grandiosidade na época.


Um outro teatro mais em baixo.


É o Teatro de Dionísio.


Ao fundo, o Templo de Zeus e a Porta de Adriano... magnífico!


Outra vista do Partenon .


A Claudina, como sempre, muito interessada nestes assuntos.


O Erecteion, também conhecido como Erectêion ou Erectéion.


O pórtico Sul é o mais famoso por ter seis cariátides, fazendo de colunas.


A bandeira grega hasteada num ponto alto da acrópole.


Mais uma vista geral de Atenas.


Nota-se que é uma cidade que cresceu principalmente em extensão e não em altura.


E nós, com Atenas como fundo...


Aos pés da Acrópole, temos a Ágora de Atenas.

A Ágora foi um espaço público de fundamental importância na Atenas clássica.


O Stoa de Átalo, recentemente reconstruido e onde está instalado agora um museu.


A Claudina "perde-se" nos museus...


Vista geral da Ágora, em baixo, e da Acrópole, em cima, ao fundo.


O "conhecido" casal português...


O Templo de Hefesto, também na Ágora de Atenas.


A Acrópole vista entre as colunas do Templo de Hefesto.


Aproveitamos este verde e sombra para descansar um pouco. O Templo de Hefesto ao fundo.


Tinhamos deixado a nossa AT numas ruelas na parte da cidade, aos pés da Acrópole, no meio de uma confusão imensa de gente, motas, carros, lojas, lojecas, feirantes, sei lá que mais...

Foi um alívio verificarmos que nos esperava fiélmente...!

Durante toda a viagem nunca facilitei e deixei-a sempre com o cadeado.

Qualquer "azar" com a nossa "menina" punha em causa e risco a nossa viagem...!

De seguida fomos em busca do Templo de Zeus. A "Catarina" encontrou-o sem dificuldade.


Os 12€ que tinhamos pago por pessoa, davam-nos acesso à maior parte dos monumentos e museus.

O Templo de Zeus, apesar de muito destruido, é qualquer coisa de grandioso...!


Confesso que me impressionou bastante pela sua grandeza...


O templo, está construido num espaço amplo e arejado da cidade de Atenas, que contribui bastante para "expressar" a sua imponência.


Era final da tarde e a temperatura começava a ficar agradável.


Na entrada para o espaço do templo, a Porta de Adriano.


Depois da parte monumental da cidade de Atenas vista, já mais descontraidos, fomos passear para a baixa de Atenas, moderna e comercial, que ficava mesmo ali ao lado.

No caminho, fomos surpreendidos pelo render da guarda do Parlamento Grego.


Os sapatos típicos desta guarda especial...!

Passámos também no Estádio Olímpico de Atenas.


É uma Atenas completamente diferente daquela que vimos junto à Acrópole. Nem parece a mesma cidade.

Avenidas largas, bons hoteis, palácios, esplanadas e, claro, as lojas boas estão lá todas.

Jantámos depois num dos muitos restaurantes existentes no centro de Atenas.

Não me perguntem exactamente o que comemos, porque no meio dos muitos pratos gregos da emênta, acabámos por escolher um que trazia um pouco de todos os outros, qualquer coisa tipo "moutaka"...!

Comemos muito e bem e a cerveja grega estava fresquissima...mas a mota...!

Atenas "by nigth"... quente e movimentada.

Há uma coisa que não posso deixar de referir, a beleza das mulheres gregas em Atenas, é qualquer coisa digna de se vêr...!




Dia 7

Atenas - Meteora
443 km


Para não perder o hábito, alvorada às 6:00h.

A noite em Atenas foi quentissima, de tal forma que me levantei às 2:00 da manhã e fui tomar um duche!

Queria sair cedo para não apanhar a confusão do trânsito da manhã de Atenas em hora de ponta.


A primeira parte da viagem desse dia, rumo ao norte da Grécia, foi feita em auto-estrada, que nos levou novamente para junto da costa.


As vista continuavam a ser lindissimas.


Depois de passarmos por inumeras praias, logo que acabou a auto-estrada, depois de Larissa, aproveitámos uma paragem para o nosso primeiro mergulho no Mar Adriático.


Com a "africana" na praia, eu despi-me mesmo ali...


A Claudina ainda hesitou, mas depois lá arranjou maneira de vestir o bikini na casa de banho da esplanada.


Escusado será dizer quanto nos soube bem este banho...


Continuamos viagem a caminho de Meteora.

Há um pormenor na condução dos gregos que é algo desconcertante. A generalidade dos conductores circula na berma, principalmente quando "sente" alguem atrás e em estradas com tráço contínuo...!

Se por um lado revela grande consideração pelos outros conductores, facilitando a passagem, por outro, torna práticamente impossível a utilização da berma em caso de necessidade.

Aconteceu-me encontrar filas de trânsito a circular nas bermas, deixando grande parte das faixas de rodagem para eu e outros conductores passarmos à vontade.

Deixámos a costa e entrámos na montanha.

Num cruzamento, avisto a policia grega que me manda parar. Ao aproximar-me, percebe que sou estrangeiro e manda-me seguir.

Os autocolantes que fui colando na mota desde que sai de Portugal, fizeram o seu efeito...!

Para meu espanto, pela primeira vez na minha vida, vejo além dos habituais sinais de perigo de travessia de veados, o mesmo sinal mas para...URSOS !!!

Deixamos a montanha e a caminho de Trikala, o calor aperta e a estrada torna-se monótona.

Nisto, começo a sentir a Claudina a cabecear no meu capacete e nas minhas costa...tinha adormecido !

Quem a viu e quem a vê...

Chegámos a Meteora - Kastraki por volta das 14:30h.


As vistas à chegada são deverás impressionantes.

Os penedos são gigantescos...


Ficámos no Camping Vrachos-Kastraki que é um parque de campismo muito simpático.

Como estava muito calor e ainda era cedo, depois de arrumarmos tudo, fomos descontrair para a piscina.


Por volta das 17:00h fomos então visitar Meteora e os seus mosteiros suspensos.


A estrada, embora boa, era estreita e sinuosa, ideal para a nossa "africana".

A visão dos primeiros mosteiros que vimos deixou-nos simplesmente estupefactos...!


Meteora é um dos maiores complexos de mosteiros na Grécia.

Bem conservados, a sua localização no cimo das rochas é simplesmente espéctacular.


Alguns pareciam mesmo estar suspensos na rocha...!


Toda a paisagem envolvente é unica e muito bonita!


Claro que a "rainha" enquadrava-se perfeitamente na beleza deste meio...


Ao todo, são cerca de dez mosteiros.


Enquanto eu fazia de "cabra" no cimo das rochas, a "astronauta" ficava cá em baixo...


O maior pico em que se localiza um mosteiro tem 549 metros. O menor, 305 metros.


Infelizmente e para nosso desgosto, as visitas, dependendo do mosteiro, acabavam entre as 16:00 e as 18:00, e como tal não conseguimos visitar o interior de nenhum deles.


O acesso aos mosteiros era feito por elevadores manuais e apenas em 1920 foram construídas escadas e mais tarde estradas de acesso a alguns deles.


Alguns são enormes e com variadissimas dependências e anexos.


Mas em alguns deles, não consigo deixar de pensar com seria o acesso nos tempos antiguos...


... quanto mais a sua construção...!


Esta fotografia foi tirada em nome e honra do ATCE - Africa Twin Club España !


Nessa noite, acordei sobressaltado com o barulho de alguêm ou algo a mexer nas nossas coisas, à entrada da tenda.

Levanto-me num tiro, abro o fecho interior da tenda e só tenho tempo de ver um animal , que não consigo identificar, a fugir...!

Estremunhado, fico a pensar no sucedido quando eis que, inesperadamente, o "desgraçado" volta à carga...

Instintivamente dou-lhe um pontapé e desaparece para não voltar mais mas, mais uma vez, não consigo perceber que animal é...

Até hoje, o mistério permanece...!



Dia 8


Meteora - Ohrid
285 km



Alvorada às 6.30h... estamos a ficar preguiçosos!

Os primeiros 60 km foram em estrada de montanha de bom piso. Com malas e tudo, inclinações incrivéis com a "rainha" a corresponder à altura...!

As alterações feitas na suspensão, antes da viagem, foram realmente uma mais valia no comportamento da AT com carga.

Segue-se um pouco de auto-estrada seguida de estrada nacional mas que vai piorando passando para estradas secundárias, alguns troços sem alcatrão, de tal forma que comecei a duvidar da orientação da "Catarina"...

Mas não, depois de uma curva, quase sem darmos por isso, chegámos à fronteira norte entre a Grécia e a Macedónia.

A fronteira fez-me lembrar a fronteira de Elvas-Badajoz à 40 anos atrás...!

Do lado grego via-se alguma modernidade e apenas pequenas formalidades para os cidadãos da CEE.

Do lado macedónio um pouco mais de austeridade e autoridade.

Numa fila razoável de carros e camiões, eramos a única mota.

Chega a minha vez e o policia pede passaportes, confere fotografias (mesmo com capacetes...) e pede "card moto".

Entrego-lhe o livrete da mota e ele diz-me que não...quer o "green card"...!

Era o meu receio... a Macedónia foi o único país para o qual a minha seguradora se recusou extender o seguro... - a Macedónia não tem "Gabinete de Carta Verde".

Entrego-lhe a carta verde e, para meu alívio, vejo que ele não percebe nada do que está lá escrito e logo que a Macedónia não consta.

Regista qualquer coisa num computador do século passado e manda-me seguir...

Próximo guichê, alfândega.

Para meu desespero, vejo o carro à minha frente, um carro macedónio, ser completamente revistado e tudo tirado do seu interior...

Quando chega a nossa vez, o funcionário da alfândega olha para nós, repara no autocolante da CEE à frente...vê que somos estrangeiros e... manda-nos seguir!

Pisámos solo macedónio às 11:30h da manhã.

Trocamos algum dinheiro, euros por denars e seguimos em direcção a Bitola.

A primeira impressão com que ficámos da Macedónia é que é um país muito verde mas pobre.


Os carros são na sua maioria antigos, e muitos deles, típicos dos países de leste.

O trânsito é desorganizado e descontrolado e toda a gente se mete à frente de toda a gente...


Acabámos por almoçár em Bitola e comemos o maior hamburguer que já alguma vez vi...!

De fazer inveja a qualquer McDonald's e por apenas 70 denars (pouco mais do que 1,15€) !


Enquanto almoçávamos, atraido pela AT, veio ter conosco um coronel do antiguo exercito soviético, de seu nome Adres Djomoliev Tode, oferecer os seus préstimos.

Agradecemos mas dissémos pensar ser desnecessário, pelo que insistiu em deixar todos os seus contactos, falando agora em possíveis negócios futuros...!

Para primeiro contacto com os macedónios foi, no mínimo, engraçado.


Continuamos viagem em direcção a Ohrid.

Como se pode ver, as estradas na Macedónia são perfeitamente aceitáveis.


Vista geral de Bitola.


Mais uma vez confirmámos que os piscas por aqui não se usam...

É preciso andar com atenção redobrada e usar o tão falado 6º sentido dos motociclistas...

Chegámos a Ohrid por volta das 15:30h e, como sempre, a "Africa, sem problemas.


Em Ohrid encontrámos 2 ou 3 destes "carros" curiosos...!

A mim parece-me um motor de tirar água de um pôço, do tempo do meu avô, mas...


Ohrid é uma cidade com muito movimento e à medida que nos apróximámos do seu centro, percebemos que é um destino turístico.


Dirigimos-nos de seguida para o Lago Ohrid onde queriamos ficar.


Encontrámos um camping nas margens do lago, o "Camping Gradiste", que nos pareceu ideal.

A sua recepção prometia qualidade, mas de facto, não estávamos preparados para o que viriamos a encontrar...

Montámos a tenda num sitio agradável...


Arrumámos a tralha e... banho com eles...!


O lago é na verdade espéctacular...

É enorme, rodeado de montanhas, e faz fronteira entre a Albânia e o Montenegro.


Havia muita gente nas suas márgens e uma grande quantidade de embarcações.


Depois de tanto calor, aquela água fresca... e doce vinha mesmo a calhar!

Foi pena foi os "grãos de areia" serem um pouco grandes...


Mas enquanto a Claudina actualizava a escrita...


...eu ia pondo o corpo de molho...!


Quando refressámos à tenda, tinhamos uma irmã italiana por perto...

O seu dono, Roberto Borgia, piloto italiano que já fez algumas coisas no off-road (Africa Twin Itália), tinha a sua AT bem preparada.


Entretanto, de repente, o tempo mudou-se. O céu escureceu, encheu-se de nuvens e levantou-se um vento forte.


O lago mudou completamente de aspecto e as pequenas embarcações viram-se aflitas para regressar à margem, sendo mesmo necessário rebocar algumas.


Mas tão depressa como veio, também foi, e apesar de ouvirmos trovejar ao longe, nas montanhas, onde estavamos não chegou a chover.

O sol voltou a aparecer e tudo voltou ao normal.

Normal,... excepto as casas de banho deste camping... eram qualquer coisa de indescritível...

Posso dizer que foi o único dia em que não tomámos banho...sem ser no lago!

O aspecto era degradado e sujo, e o cheiro insuportável... sempre tudo molhado e nojento... em vez das vulgares sanitas, havia o chamado "shit hole"...

As coisas eram de tal ordem que os bébés do casal italiano que acompanhava os Borgias, tomaram banho num alguidar...!

Os macedónios ainda tem muito que evoluir nesse aspecto... não chega ter bons carros e barcos.


Mas com uma paisagem destas, o Lago Ohrid continua a valer a pena visitar.


Ao final da tarde, fomos passear para a cidade onde acabámos por jantar.

Muita gente nas ruas e às compras. O comércio mantéve-se aberto até tarde.



Dia 9

Ohrid - Tirana - Podgorica - Sveti Stefan (Budva)
370 km


Alvorada às 6:00h da manhã.

Saimos de Ohrid por volta das 7:30h, contornámos o lago e pouco depois estávamos na fronteira.

A entrada na Albânia foi algo demorada pois a policia regista tudo num velho e lento computador.

No entanto o ambiente é simpático e a presença de mulheres policias ajuda a desanuviar o ambiente...

Depois de passarmos os tramites alfandegários, fomos trocar os denars macedónios, e mais alguns euros, por novos lek albaneses, ali mesmo na fronteira.

A taxa de câmbio na altura era de 1 euro por 129.50 novos lek o que quer dizer que sai da casa de câmbios com um maço jeitoso de notas, velhissimas...em muito mau estado mesmo!

Nessa altura chegaram à fronteira 2 motas... e quem as conduzia... 2 mulheres, raparigas novas !!!

Tenho que dizer nesta altura que nós entrámos na Albânia algo apreensivos...

Depois dos muitos avisos do perigo que podiamos correr, mesmo do próprio Ministério dos Negócios Estrangeiros Português atravês do seu site, vinhamos preparados para alguma "emoção extra não solicitada...".

As "miúdas" vinham cada uma na sua Honda CBF 500 e, quando nos viram, cumprimentaram-nos e acabámos por estar um pouco a conversar.

Eram alemãs e já era a segunda vez que faziam este trajecto. Disseram-me também que esperavam demorar cerca de 9 horas para chegar à fronteira norte da Albânia com o Montenegro o que me pareceu demasiado.

Depois de este encontro, não pude deixar de pensar que provávelmente a Albânia não seria o "bicho de sete cabeças" que toda a gente dizia...

Depois da passarmos a fronteira, a minha impressão da Albânia foi muito positiva pois as estradas eram boas e a paisagem agradável.


Poucos quilómetros depois, encontramos um dos muitos cortejos de casamentos que viriamos a encontrar nesse dia!

E atenção, quanto digo muitos, eram mesmo muitos... cerca de centena deles... !


Atravessámos pequenas e médias povoações, mas todas elas com um aspecto pobre.

Curiosamente, na grande maioria das estradas albanesas, o limite de velocidade é de 60 km/h.

Ocasionalmente lá aparece um de 70...!


Atravessámos uma montanha lindissima com uma estrada de sonho para a nossa "africana".


Tinhamos é que ter alguma atenção com os carros com que nos cruzassemos, pois a estrada era toda deles...

Parámos num restaurante para tomar um café, com uma varanda com vistas impressionantes.


Mais uma vez confirmei a primeira impressão sobre os albaneses que tive na fronteira.

É um povo simpático, pronto para ajudar e que trata os estrangeiros com respeito.


Um pouco como na Grécia, os outros conductores chegam-se à berma para nos deixar passar.

A entrada em Tirana mostra uma cidade de avenidas largas e traçado geométrico.


Guiados pela nossa "Catarina", chegamos com facilidade ao centro de Tirana.


Páro a mota em cima do passeio, em frente a uma esplanada, e fomos passear à descoberta de Tirana.

Imediatamente somos abordados por um miudo que queria que comprássemos uma caneta...


A influência soviética é bem visível.

O Museu Histórico Nacional.


A estátua do herói nacional albanês, Skanderbeg na praça com o mesmo nome.


A Opera de Tirana.


A Praça de Skanderbeg surpreende pelo seu tamanho.

Nela estão também a torre do relógio, a mesquita e outros edifícios oficiais.


Curiosamente, nesta mesma praça aluga-se pequenas moto 4...


Nos arredores da praça, em inumeras ruas e becos, as lojas e lojecas acumula-se como se de uma enorme feira se tratásse.


Aí tentei encontrar um autocolante com a bandeira albanesa sem sucesso.

Apesar do esforço notório de várias pessoas em me ajudar, parecia uma tarefa impossível.

Já a caminho local onde tinha ficado a mota, o tal miudo volta a aparecer.

"Buy me a pen..." repetia com um sorriso nos lábios...!

Então disse-lhe "...I will buy you a pen if you can find me an albanian flag sticker..."!

Respondeu "ok" e desapareceu...

Estávamos nós a beber qualquer coisa fresca na esplanada quando apareceu ele, meio esbaforido, com o autocolante na mão...! Lá lhe paguei o autocolante e, claro....a caneta!

Tirana tem crescido rápidamente e mostra já alguns aspectos de modernidade.


À saida de Tirana são inumeros os carros que nos comprimentam, acenando ou buzinando.

A buzina, na Albânia, é um meio de comunicação importante...serve para tudo e para todas as situações!

Escusado será dizer que o trânsito é completamente desregulado na Albânia.

Os únicos sinais que vi respeitar foram os semáforos.

Cada um faz práticamente o que quer mas, existe uma certa ordem naquele caos...


A estrada para norte continua aceitável, embora parte em obras de melhoramento.

Só nos últimos 50km, antes da fronteira, é que piora considerávelmente, lembrando as estradas do nosso interior alentejano há muitos, muitos anos atrás.

Muito lixo acumulado nas bermas das estradas...


Mesmo antes da fronteira, nos últimos quilómetros, a estrada melhora e encontramos a melhor bomba de gasolina que vi em toda a Albânia.


Aqui gastei os últimos novos lek.

Note-se o preço da gasolina abaixo de 1 €...


A entrada no Montenegro também foi sem problemas e os cidadãos da CEE tem a passagem facilitada.

A estrada, à entrada, é pouco melhor que na Albânia, muito estreita embora de melhor piso.


No caminho para Podgorica, passámos junto ao lago Skadar, o maior lago da peninsula das balçãs.


Podgorica, é a capital do Montenegro.


É uma cidade de pouco mais do que 135.000 habitantes e pelo que nos pareceu, pouco tem para ver...


Assim sendo, rumámos à costa adriática, esta sim com muito para ver...


Mais uma vez passámos pelo lago Skadar, embora no outro extremo, e, é de facto, um lago enorme.


A estrada é de "morrer por mais" para quem gosta de andar de mota.

Além de ter bom piso e curvas para entreter, as paisagens eram indiscritíveis.


Montanha de um lado e a costa e o mar do outro...!


A visão de Sveti Stefan, perto de Budva, é quase como uma miragem...!


Arrumámos as coisa num "autocamp" mesmo junto à praia e fomos tomar um banho de final de tarde à praia.


Nota-se que estamos cansados, depois de um dia inteiro a andar de mota, mas muito felizes.


Infelizmente as casas de banho eram do nível das da Macedónia, no Lago Ohrid, mas desta vez consegui tomar duche...com água fria...ao ar livre...e como vim ao mundo!

Fomos nessa noite jantar em Budva.

Comemos uns pratos típicos da zona, uns "kebabs e kebobs...", que nos souberam divinamente.

Budva é, tipicamente, um destino turistico da costa adriática.

Muita gente na rua e normalmente, bem vestida e arranjada. Nada de barrigas à mostra e calças esfarrapadas...


quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Viagem de Mota - Portugal-Grécia - Costa Adriática - Parte II

Dia 10

Sveti Stefan (Budva) - Kotor - Dubrovnik - Spli
315 km


Alvorada mais uma vez ás 6:30h.

Arrumámos tudo na mota e aproveitamos aquela luminosidade da manhã para tirar algumas fotografias.


Nessa manhã, a imagem de Sveti Stefan envolvida numa ténue neblina, parecia retirada de um filme de fantasia...!


É de facto muito bonito...!


Saímos de Sveti Stefan por volta das 8:00h.

Pouco depois, atravessámos Budva e, já na estrada para Kotor, deparámos-nos com este aeroporto mesmo junto à estrada.


Pouco tempo depois entrámos numa das estradas mais bonita de toda a viagem.

Mas logo no início, e pela primeira e única vez em toda a viagem, sou mandado parar pela policia.

Cordialmente o policia montenegrino pergunta-me se falo inglês ao que respondo que sim, e então pede-me que acenda os médios já que circulava com eles desligados.

Explico-lhe que é meu hábito circular sempre de luzes acesas e que me devo ter esquecido de as ligar quando parei para instalar a câmara de filmar na mota.

Trocámos mais algumas palavras e desejou-me boa viagem.

As imagens que tenho retidas na minha memória, da estrada que se segue, são incríveis...!


É tudo, inexplicávelmente bonito...!!!


A estrada percorre toda a Baía de Cátaro, famosa pelos seus fiordes, e únicos no Mediterrâneo.


Não se consegue descrever a beleza destas paisagens...!


A baía está repleta de pequenas povoações, todas elas com o seus cais, barcos e pequenas praias, sempre com gente.


Kotor ou Cátaro (historicamente conhecida pela designação italiana de Cattaro) é uma vila e porto natural situado ao fundo na baía.


É, também, um destino turístico muito conhecido e bem frequentado...!

A entrada para a cidade antiga e fortaleza ou castelo de Kotor.


Kotor também tem porto para barcos de grande porte, tendo inclusivamente ferrys.


A cidade e a região fez parte, entre 1420 e 1797, da República de Veneza, período que influenciou de forma ainda hoje visível a arquitectura da cidade.

A sua estrutura urbana, típica das cidades marítimas da costa oriental do Adriático, é circundada por uma imponente cintura de muralhas, que permanece bem conservada.


Nesta zona, a oferta de fruta e legumes é grande, sendo variada e de qualidade.


A quantidade de grandes yates e veleiros na marina de Kotor era apreciável.


As portas da cidade na muralha.


O artesanato estava muito presente no comércio local.


No interior das muralhas, logo após as suas portas, existiam várias esplanadas onde acabámos por tomar o pequeno-almoço numa delas.


Estávamos à 10 dias em viagem e uma simples, mas significativa, mensagem enviada pelo nosso filho mais novo, o Pedro, deixou-nos com lágrimas nos olhos...

Afinal sempre eram 10 dias de viagem e mais uns quantos de preparativos...e as saudades começavam a apertar forte...


Na parte nova de Kotor, o ambiente era descontraído com muita gente na rua.


Várias actividades culturais estavam anunciadas por toda a parte.


Em Kotor encontrámos a coluna de jipes e veículos todo-o-terreno do "Trans Adriátic" que também me deixou água na boca..

Deixámos Kotor muito bem impressionados com o que vimos e continuámos viagem com destino a Dubrovnik.


A névoa ligeira que se fazia sentir na altura também ajudou a criar um ambiente com uma certa mística...!


Eram na verdade paisagens impressionantes pela sua beleza!


A estrada que percorre toda a baía é muito estreita, dificultando bastante o cruzamento de carros.

Curiosamente também circulam autocarros e outros veículos maiores na mesma estrada...


A determinada altura, a "Catarina" levava-nos por uma estrada que não tinha saída na direcção que pretendíamos e que, terminava no mar.

"Óh Catarina, tu estás doida, não vês que por aí não há estrada", disse-lhe eu...

Ela, teimosa...repetia "daqui a trezentos metros vire à direita"

Eu no mapa não via estrada nenhuma, "tu estás doida mulher...aí é o mar..."

A Claudina só se ria...!

Nisto, viro à direita e deparo-me com um pequeno ferry, cheio de carros, à nossa espera...!!!

Digo à "nossa espera" porque um membro da tripulação assim que me vê, chama-me e meto a mota no barco, num pequeno espaço mesmo à medida da africana

A Claudina, entretanto, foi comprar o bilhete...mas havia uma fila de pessoas na bilheteira...e no barco tudo pronto à espera dela...

O tripulante não fez mais nada, foi à bilheteira, agarrou na Claudina pelo braço, passou à frente de toda a gente, pediu-lhe o dinheiro, comprou ele o bilhete, regressaram ao barco e então sim lá fizemos a travessia para a Bielja.


Claro que tive que pedir desculpa à "Catarina" e prometer-lhe que nunca mais duvidava dela...!


A travessia foi curta, cerca de 10 minutos e só as viaturas é que pagavam bilhete.

Nós pagámos 1.5€.


Este foi um dos barcos da travessia.


No outro lado da baía, a estrada era muito mais larga e com melhor piso.


Outra coisa curiosa no Montenegro foi encontrarmos vários carros sem matricula...


Eram cerca das 11:30h quando chegámos à fronteira entre o Montenegro e a Croácia.

Há fila de carros para entrar na Croácia.

Está um calor insuportável... a Claudina abriga-se à sombra mas eu fico na mota a destilar...

As formalidades do costume. Há revista de carros mas a nós, cidadãos europeus, pedem-nos apenas o passaporte e mandam-nos seguir.

Trocámos alguns euros pela moeda local a kuna. A taxa de câmbio na altura era de 1€ por 7.36 kunas.

Continuámos junto à costa e a paisagem manteve a beleza e é paradisíaca.

Apetece ficar...


Eis quando de repente, Dubrovnik à vista...!


Foi amor à primeira vista...ficámos apaixonados por aquela cidade...!


É mesmo impressionante a beleza de Dubrovnik...!

Não é sem razão que lhe chamam "...a pérola do Adriático!"


Tal designação deve-se não só à sua beleza natural mas também pelo que representa para a história.


Logo a seguir à independência da Croácia, em 1991, o exército federal iugoslavo bombardeou a cidade antiga.

Com o fim da guerra, teve início um grande projeto de reconstrução, dirigido pelo governo croata e ajudado pela UNESCO, segundo as técnicas e materiais tradicionais.


As fortes e bem conservadas muralhas de arquitetura medieval da fortaleza de Dubrovnik.


Deixámos a nossa "menina" num parque só para motas, mesmo no centro da cidade e partimos à descoberta de Dubrovnik.


A Torre Lovrijenac na fortaleza.


Entre o século XIV e o ano 1808, Dubrovnik manteve-se independente e chamava-se a Respublica Ragusina, também conhecida como República de Dubrovnik.


A República de Dubrovnik atingiu o auge nos séculos XV e XVI, quando rivalizava em influência e em termos comerciais com a República de Veneza e outras repúblicas maritimas italianas.


A arquitetura medieval, renascentista e barroca, a paisagem do Adriático e os cafés e restaurantes fazem de Dubrovnik um destino turístico singular.


A cidade estava literalmente cheia de gente...!


Em todas as ruas da fortaleza, estreitas, bem ao estilo medieval, encontrávamos pequenas lojas, cafés e restaurantes.


A cidade ferfilhava de actividade turistica e comercial.

Aqui reparo que o euro é largamente aceite em todo o lado e assim que não voltei a trocar dinheiro.


O Paláciio Sponza.


A Fonte Onofrio.


Com o calor que estava, as esplanadas e as suas sombras eram uma benção...


A praça central da fortaleza de Dubrovnik onde está a estátua de Orlando, símbolo de uma cidade livre.


A catedral à esquerda e o Palácio de Sponza ao fundo.


Também aqui várias exposições podiam ser visitadas.


Atravês desta porta entráva-se para o porto velho de Dubrovnik.


O porto tinha também muitos restaurantes e esplanadas cheias de gente.


Acabámos por almoçar num deles.


Comemos uns chocos e um polvo divinais.

A Claudina achou um piadão por terem vindo para a mesa em tachos de esmalte...!


Havia também os habituais barcos de passeio para os turistas.


Outra vista do porto e das suas muralhas.


A cidade velha é realmente encantadora...


Não consigo deixar de tirar fotografias. É do mais bonito que vimos em toda a viagem...


Uma embarcação mais antiga, convertida para passeios turisticos.


Mesmo junto às muralhas, a água era límpida e convidativa para um mergulho.


Vista geral das esplanadas no porto antigo.


Voltando a Placa, na cidade velha, encontrámos uma inscrição alusiva à visita do Papa João Paulo II à cidade.


A Placa divide a cidade antiga em duas.


Saimos de Dubrovnik completamente encantados com a cidade...!

À saida atravessamos uma moderna ponte rodoviária.


As vistas desde a ponte eram mágníficas.


Tanto de um lado como do outro.


A Croácia é um país lindissimo...!


A estrada continuava junto à costa onde vimos também alguns viveiros.


Continuámos viagem a caminho de Split. A estrada era boa e com relativo pouco trânsito o que nos permitiu andar bem.


Quase sem nos apercebermos, deparáamo-nos com a fronteira entre a Croácia e a Bósnia-Herzegóvina.


Nesta fronteira as formalidades estão reduzidas ao mínimo e nem sequer chegámos a mostrar os passaportes.


Tão depressa como entrámos, voltámos a sair. Acho que foi mesmo um recorde!

Em 10 minutos atravessámos um país...

É um daqueles caprichos da geógrafia politica em que um pequeno braço, com acesso ao mar, da Bósnia-Herzegóvina, divide o território croáta.


Continuámos viagem numa estrada que era uma delicia fazer.

Vimos muitas desta "barraquinhas" na estrada onde se vendiam produtos locais.


Mais uma ponte com boas vistas...


Nesta altura, parecia que tinhamos a estrada só para nós...!


Nesse mesmo cruzamento a Claudina descobriu esta imagem da Nossa Senhora.

Fizemos os dois uma pequena oração de agradecimento...!,


Muitos túneis atravessámos durante toda a viagem.


Na parte final optámos por apanhar uma auto-estrada nova para tentar ganhar algum tempo.

Só que a placa indicava Split, auto-estrada 76km mas a "Catarina" dizia que era o dobro...

Uma vez mais a "miuda" tinha razão, não eram 76km até Split mas sim 76km até apanharmos a dita cuja...

Foi uma confusão...salvámo-nos graças à "Catarina".

Ninguem sabia por onde ir...obras da nova auto-estrada por todo o lado...carros parados no meio da estrada tentando perceber qual o caminho...

Era de tal modo que vimos pessoas com a "barraquinha" montada a vender informações...!!!


Finalmente quando apanhámos a auto-estrada, era ver a "africana", carregada até às orelhas, a "tirar o pó aos carburadores" naquela auto-estrada novinha...!

Como dizia a Claudina, "a africana aproveitou para esticar as pernas... 180km/h... é melhor nem olhar!"

Split já é uma cidade com uma dimensão razoável.


Depois de tudo o que vimos durante a manhã, Split não tem nada de especial.

No entanto o Camping Stobrec - Split era um bom camping.

Não tinha piscina mas tinhamos a praia logo junto à tenda.

Para manter a tradição, tomámos banho na praia ao final da tarde...!


A água era quente e parada. Podiamos andar muito só com água pelo joelho.

A baía de Split ao entardecer merece a pena ser vista.


Jantámos num restaurante local à beira-mar.

À noite fomos ver um festival local que parecia a feira de S.Mateus, em Elvas, à 30 anos atrás.

Muita gente nova e os excessos da idade. Um rapazola numa motoreta "estica-se ao comprido" mesmo à nossa frente...



Dia 11

Split - Plitvicka Jezera Park - Zagreb
430 km


Alvorada às 6.30h da manhã.

A baía de Split aquela hora estava lindissima...!

Como sempre, e para meu descanso, a AT "dormiu" ao nosso lado.


A mesma confusão do costume, de manhã, para voltar a pôr tudo nas malas...


Despedimo-nos de Split e fizemo-nos à estrada a caminho, primeiro de Zadar, e depois em direcção a Zagreb.


Passámos ao lado de Zadar e a caminho de Zagreb, visitámos o Nacionalni Park Plitvicka Jesera.

Este parque é uma das joias naturais da Croácia.


O Parque Nacional dos Lagos Plitvice é o maior dos 8 parques nacionais da Croácia.

Depois de comprármos os bilhetes, que não foram nada baratos por sinal - 16€ por pessoa, um pequeno "comboio" levou-nos até à entrada propriamente dita do parque.


Aí escolhemos qual o percurso que pretendemos fazer.

Como o nosso tempo era limitado, escolhemos um percurso de 2...3 horas...a pé!

Mas havia percursos mais longos, para o dia inteiro, 4, 5, 6 horas.

O mal das viagens de mota é que quando paramos temos que levar a tralha às costas...


O parque em si, é uma maravilha...!


Repleto de lagos e cascátas de uma cor deveras bonita.


Toda a envolvente do parque é muito verde e com uma floresta cerrada.


Riachos correm permanente por todo o lado.

Mudando frequentemente o seu curso, de um dia para o outro o parque muda de aspecto.


A água é de uma limpidez impressionante e as plantas aquáticas e os peixes são aos milhares.


Até à data foram catalogadas 1267 espécies diferentes de plantas, sendo 55 endémicas.

Entre elas contam-se também 55 espécies de orquideas.

No que diz respeito à fauna, o seu habitante mais atractivo é o urso.

Mas foram também catalogadas 321 espécies de borboletas, 161 de aves e 21 de morcegos.


Todos os percursos estavam devidamente assinalados e o último tramo foi feito em barco.


Conheço muitos parque nacionais e naturais em Portugal, Espanha e França e este foi, sem dúvida, um dos que mais gostei.


Continuámos viagem e chegámos a Zagreb, a capitál da Croácia, por volta das 17:00h.

À entrada em Zagreb não é particularmente bonita, mas à medida que nos apróximamos do seu centro, a nossa imagem da cidade modifica-se.

Ainda mal tinhamos posto os pés no chão, mesmo ao lado da Catedral de Zagreb, passam dois zagrebinos e fazem um elogio desgarrado à nossa "africana", "the best bike in the world...".

A Claudina nem queria acreditar... não dizia nada mas percebia-se que ela gostava cada vez mais da nossa "motinha"...!

As minha "meninas" aos pés da Catedral de Zabreb.


Pormenor do monumento à entrada da catedral.


A parte histórica da cidade é a principal atração de Zagreb.


Pormenor da fachada e porta da catedral.


O largo da catedral com algumas esplanadas e grupos de turistas.


A Praça Ban Josip Jelačić de onde, a pé, podemos aceder a toda a zona histórica de Zagreb.

Passavam frequentemente os curiosos funicolares da cidade.


Nessa mesma praça está instalada a Embaixada de Portugal.


No verão, a verdadeira animação da praça só começa ao entardecer, quando se enche de gente.

Uma das coisas que me agradou em Zagreb foi a boa disposição e a alegria das pessoas na rua.

Em seguida fomos procurar um hotel na zona central de Zagreb.

A "Catarina" "escolheu-nos" o Hotel Jadran e, pela primeira vez desde que saimos de Coimbra, a "africana" "dormiu" longe de nós, no parque interior do hotel.

Tenho que confessar que fiquei sempre muito mais descansado quando a mota ficou ao nosso lado nos parques de campismo...mas, depois de dormir tantos dias no chão, uma cama é sempre uma cama!


Jantámos num dos muitos restaurantes da zona.

Havia tanta gente na zona que tivemos que esperar por uma mesa...

Enquanto esperavamos, ouvimos falar português pela primeira vez em 10 dias.




Dia 12

Zagreb - Ljubljana - Veneza - Bolonha
539 km


Alvorada às 7:00h da manhã.

Como o pequeno-almoço só era servido a partir das 7:00h e não havia tenda para desmontar, dormimos até mais tarde...


Tiramos umas últimas fotografias a Zagreb e arrancámos para Ljubljana.


Como quase a totalidade do trajecto foi feito em auto-estrada, por volta das 8:30h estávamos na fronteira entre a Croácia e a Eslovénia.

Depois de cumpridas as formalidades habituais, foi-nos dito que teriamos que comprar uma vinheta para poder circular nas auto-estradas eslovenas.

Pagámos 7.5€ correspondendo a um periodo de uma semana.

Apesar de só tencionarmos ficar na Eslovénia 1 dia, com essa vinheta foi um descanso e nunca mais tivemos que parar em portagens.

Fazendo devidamente as contas, verificámos que as portagens são incomparávelmente mais baratas na Eslovénia que no resto da Europa.

A Eslovénia também é um país muito bonito, muito verde e montanhoso, em que as povoações parecem estar encaixadas nas encostas.

Chegámos a Ljubljana por volta das 10:00h e a primeira impressão com que ficámos é que é tudo muito limpo, muito arrumado e organizado.


No meio desta organização toda, nem sabia onde parar a mota.

Ao contrário dos outros países onde se viam motas em cima dos passeios e em todo o lado, aqui não.

Nisto vi 2 mulheres polícia e perguntei-lhes onde podia parar a "africana".

Educadamente indicam-me um local, numa zona pedonal, perpendicular à avenida onde estávamos.

O problema é que em toda a avenida havia duplo traço continuo...

Pergunto-lhes onde posso virar e quando me começam a explicar, depressa desistem...

...falam entre elas em eslóveno e depois uma delas diz-me "it's not legal... I will look in the other way...but it is better for you to cross right here...!".

E assim fiz...entro na dita zona pedonal e encontrei uma zona com bicicletas paradas.

Penséi eu "é já aqui...!". Páreio a mota ao lado das bicicletas mas vi uma das mulheres policia a correr para mim dizendo-me que era um pouco mais à frente porque ali era mesmo só para bicicletas...!!!

Poucos metros mais à frente lá estava a zona de parqueamento das motas...

É simplesmente outra mentalidade...muito diferente da portuguesa...!

Quando regressei, a pé, à avenida principal, encontrei as nossas "amigas" a multarem este carro...


Tenho que dizer que fiquei muito bem impressionado com a capital eslovena.

As suas gentes e a sua simpatia convidavam a ficar.


Apesar da sua independência recente, são poucos os indícios do passado comunista na cidade.


A arquitectura da cidade contempla uma diversa mistura de estilos e influências.


A ponte Archiduci Francisco Carolo sobre o rio Liublianica, que atravessa Ljubljana.


A cidade tem também uma grande influência austríaca.


Não sei exactamente porquê, mas a cidade inspirava confiança!

É uma cidade amigável e serena com um casco antigo interessante.

A população, maioritariamente jovem, faz com que o ambiente seja animado.


No centro, junto a praça com o nome do poeta nacional, France Prešeren.


A Catedral de S.Nicolau, inaugurada em 1996, quando da visita do Papa João Paulo II.


Uma das suas famosas portas de bronze, onde o Papa João Paulo II aparece representado na parte superior.


Curiosamente, numa das laterais da catedral havia uma mercado de flores, legumes e frutas!


A outra porta de bronze da catedral com vários pápas representados.


Também invulgar é esta pintura por se encontrar na parte exterior da igreja.


Outra vista do mercado...


A Claudina sentia-se em casa...


Há muitas bicicletas na rua...pessoas dos 8 aos 80 anos e, claro, policias em bicicleta!

No estacionamento dos carros, não podiam parar motas...

O Sr.Policia chega, pára a bicicleta, saca do máquina fotográfica, regista a infraçção e passa a multa...organização é com eles...!


Deixámos a Eslovénia, mais uma vez, com vontade de voltar...!

Se tivesse que escolher algum país para voltar brevemente seriam, sem dúvida, a Croácia e a Eslovénia.

Seguimos viagem para voltar a entrar em Itália no "topo de bota".

A Itália que encontrámos é bem mais verde que a anterior, no sul.

Apesar de termos circulado aqui principalmente em auto-estrada, as paisagens bonitas continuam a aparecer...

Iamos em direcção a Veneza.

Parámos num dos muitos autogrill existentes e, enquanto me afastei por uns momentos, a Claudina teve a sensação que ia ser assaltada por dois tipos que começaram a circunda-la...

Nunca saberemos se sim ou não porque entretanto eu cheguei, a Claudina, assustada, contou-me, eu comecei a "falar alto e grosso" e os individuos despareceram...


A entrada em Veneza faz-se pela Ponte dellà Libertà, uma longa recta, tipo via rápida, com uns candeeiros amarelos ao longo do separador central, que lhe dá uma certa ar...!


Estava um calor insuportável...

Chegámos à Piazzale Roma que é o centro dos transportes rodoviários que dão acesso a Veneza.

Possui um parque de estacionamento de grandes dimensões mas está completamente cheio...

Onde parar a AT...todos os parques para motas que vi estavam de tal forma atulhados que muitos não conseguiriam sair sem ter que esperar...

Fui avisado que, em Veneza, o estacionamento era muito controlado e que nem pensasse em deixar a mota fora dos locais autorizados porque seria multado certamente...

Pergunto numa garagem o preço do estacionamento e respondem-me 9€ por hora...

Já farto de procurar, parei a nossa "menina" onde bem me apeteceu pois preferi arriscar a multa do que pagar quase 30 € aos tipos das garagens...!

Partimos então à descoberta de Veneza.


O nosso objectivo, como o de toda a gente que visita Veneza, é chegar ao Riallto e à Praça de São Marcos.

E para lá chegar, ou se vai de barco...ou é preciso andar!

Atravessámos ruas, ruelas, pontes...um autêntico labirinto!


A primeira impressão com que se fica quando se entra em Veneza e se vêm os canais é que...é bonito...é diferente, mas nada do outro mundo...


Até que se chega ao grande canal...


E aí a verdadeira magia de Veneza começa...!

As famosas gôndolas, o clássico barco veneziano.


A cidade foi construída sobre um conjunto de 118 ilhas, um arquipélago da Lagoa de Veneza, formando cerca de 150 canais.


As ilhas foram então ligadas por cerca de 400 pontes e os vários canais fazem a função de estradas.

Foi só no século XX que um aterro permitiu a ligação de Veneza ao continente.

A história da Républica de Veneza é devéras interessante e a sua decadência está, em parte, ligada a nós portuguesas, já que a descoberta do caminho marítimo para a India por Vasco da Gama, desviou as rotas comerciais da cidade.


A fachada da Basílica de São Marcos, na práça com o mesmo nome.

S.Marcos é o patrono da cidade de Veneza.


As enormes esplanadas na Praça de São Marcos.


Muita gente por todo o lado e muitos entretinham-se a alimentar os pombos.


O Palácio Ducal.


A Basilica de S.Marcos ao fundo e o Palácio Ducal à direita.


A Praça de São Marcos é um local amplo e arejado...muito bonito!


Vista da Basílica de Santa Maria della Salute desde a praça de S.Marcos.


Ao fundo San Giorgio Magiori.


Quando chegou a altura de regressar à Praça de Roma, o problema era encontrar o caminho de volta...

Parámos para comprar uns "recuerdos" e o rapaz da loja diz-nos "...é sempre em frente...", apontando uma determinada direcção!

Sempre em frente? naquelas ruas e becos? mas são verdadeiramente um labirinto...

Depois de 45 minutos a andar e em que tentámos seguir aquela direcção, lá chegámos à nossa "africana" que, mais uma vez, nos esperava fiélmente.

Só que desta vez...com uma "medalha ao peito...".

Fomos multados!

Com mota foi a primeira vez...33€ de multa! Podem vir recebe-la em Portugal...

Apesar do muito calor, da muita gente, do cansaço e da multa, Veneza continua a valer uma visita.

A Praça de São Marcos é excepcionalmente bonita.

Deixámos Veneza a caminho de Bolonha.

Parámos numa estação de serviço e conversámos com dois casáis espanhóis, de Barcelona, que vinham em duas "choppers".

A Claudina, para quem o inglês não é o seu ponto forte, tem finalmente mais alguem com quem conversar.

Dá-se áres de heroina e conta as nossas aventuras por terras gregas, macedónias, albanesas, montenegrinas...etc.

As espanholas acham o máximo...!

E, na verdade, ela também. Ao contar tudo aquilo apercebeu-se que tinha mudado. Não se imaginava cápaz e no entanto, lá estava ela a contar a nossa grande viagem!

Ainda nos vimos na estrada mas o seu destino era Ferrara e o nosso Bolonha.

A "Catarina" levou-nos direitinhos ao Camping Città di Bologna e aí ficamos num bom bungalow, inclusivamente com ar condicionado.

Estava a anoitecer quando entrámos na cidade e ficámos desde logo impressionados com a quantidade de monumentos que encontrámos.

De facto, só mesmo em Itália.

As Due Torri são o simbolo da cidade de Bolonha, que na idade média contava com cerca de 70 torres.
A torre maior impressionava pela sua grande altura e pouca largura...




Dia 13

Bolonha - Pisa - Portofino - S.Remo - Mónaco - La Muy
651 km


Alvorada às 7:ooh da manhã.

Fomos tomar o pequeno-almoço em Bolonha e aproveitámos para ver mais um pouco da cidade.

O Palazzo Re Enzo, também conhecido por Palatium Novum.

Foi a prisão do Enzo, filho do imperador Federico II, derrotado pelos bolonheses na batalha de Fossalta em 1249.


O Palazzo D'Accursio, antiga sede da família com o mesmo nome, onde está instalada actualmente a Câmara Municipal.


A Basilica de San Petronio, na Piazza Maggiore.

Construida em 1390 para celebrar a vitória do povo de Bolonha sobre os fiorentinos.

É a sexta maior igreja no mundo e nunca foi completamente acabada.


Pormenor da entrada do Palazzo D'Accursio onde se destaca a estátua do Papa Gregório XIII, o autor da reforma do calendário.


La Fontana del Neptuno.

Construida em 1563 é o simbolo do poder papal. Tal como Neptuno dominava as águas, o Papa dominava o mundo.


Pormenor de uma das estátuas da Fonte de Neptuno...


Vista do Palazzo Podestà e da praça da Fonte de Neptuno.


Bolonha é mesmo uma cidade muito interessante que nos surpreendeu pela positiva!


Nesta avenida está a Basílica di S.Stefano.

Na verdade é um complexo de igrejas chamado "Santa Jerusalem" já que relembra a Paixão de Cristo.

Impressiona pela altura da sua fachada, quase impossível de fotografar na sua totalidade...


Bolonha, cidade que esteve sob o domíno papal, manteve, em tempos, uma rivalidade importante com a sua vizinha Ferrara, fora desse mesmo domínio.

Talvéz essa seja a razão da grande quantidade de monumentos que encontramos em Bolonha.

De qualquer modo, Bolonha foi mais uma apósta ganha nesta nossa viagem.


Deixámos Bolonha por volta das 10:00 e rumámos a Pisa.

Pisa, históricamente, foi uma das Républicas Marítimas.

Chegámos por volta do meio-dia e dirigimo-nos de imediato para a sua famosa torre.

No caminho passámos pelo Palazzo della Carovana ou também chamado Palazzo dei Cavalieri.


Na zona da torre havia muita gente e, mais uma vez, muito o calor...

Conseguimos arranjar sitio à sombra para a AT e ainda ajudámos um casal inglês, que chegou ao mesmo tempo que nós, com uma Harley.


Logo à primeira vista percebe-se que a Torre de Pisa está mesmo muito inclinada...!


A Torre de Pisa foi construida para abrigar o sino da catedral, o Duomo.


Quando três dos oito andares estavam prontos, notou-se uma ligeira inclinação, em função de um afundamento do terreno.

Tentou-se compensar a falha fazendo os outros andares um pouco maiores do lado mais baixo, só que a estrutura afundou ainda mais pelo excesso de peso.

Hoje sua inclinação chega a cinco graus e aumentava a uma média de 20 milímetros por ano.

Um trabalho realizado na base que consistiu na injecção de betão, conseguiu diminuir a inclinação em 1,3 centímetro.


Com 56 metros de altura, é actualmente um dos monumentos italianos mais famosos em todo o mundo.


Toda a envolvente deste conjunto monumental é muito verde e cuidada, tornando-se assim muito agradável.


O Battistero di San Giovanni na Piazza dei Miracoli.


O Duomo no centro da Piazza dei Miarcoli.

É uma catedral medieval, também conhecida como Santa Maria Assunta.


Com um calor de morrer, todas as sombras eram aproveitadas...


Os turístas...muitos auto-retratos tirei eu...


...e só mais uma para a posteridade!


Deixámos Pisa e continuámos, pela costa, a caminho de Portofino.


Portofino foi uma pequena vila de pescadores e é actualmente um "resort" turístico na Riviera Italiana.


A povoação cresceu em torno do seu pequeno porto natural e é considerado um dos mais bonitos portos mediterrânicos.


Portofino é bonito mas, para quem vem da costa de Montenegro e da Croácia, não deslumbra...!


O porto estava bem composto de bons barcos e yates de recreio...


Outra vista de Portofino.


De seguida fizemo-nos à estrada a caminho de São Remo.

Nesta zona turística, as auto-estradas parecem a 2ªcircular de Lisboa em hora de ponta...

Quando entrámos em S.Remo, devo ter aberto a boca de admiração, para só a voltar a fechar quando saimos.

Eu nunca vi tanta mota junta...!

San Remo é mais um destino turístico na Riviera Italiana.


O porto de San Remo.


E as ruas da cidade, cheias de lojas, esplanadas e gente.


O que na verdade nos impressionou em San Remo foi a quantidade exorbital de motas por todo o lado...!

Havia ruas e ruas de motas paradas, nos dois lados da rua...

Já para não falar do trânsito...ainda hoje tenho a sensação que se fosse de carro ainda lá estava...!!!

Próxima paragem ... Mónaco.

À medida que nos aproximámos, a vista da cidade do Mónaco era verdadeiramente espectacular.


Nos nossos planos iniciais, tinhamos programado dormir num parque de campismo nas encostas próximas, com vista para a cidade.

Só que a porta do camping fomos surpreendidos pr uma tabuleta que dizia "Complete"...!

Um pouco desanimados, fomos à procura de alternativa.


A tarde está quase no fim mas as vistas sobre a cidade do Mónaco dão-nos alento para continuar, apesar dos quase 600km que levámos no "pêlo"...!


A coisa complica-se quando 2 horas depois continuamos sem encontrar qualquer tipo de alojamento...!

Nesse momento tomo uma decisão, deixamos o Mónaco e continuamos para a etápa do dia seguinte.

No primeiro sitio onde encontrármos alojamento, ficamos...!

Entrámos em França, passámos Nice e nada...

Já na auto-estrada, Ferraris por todo o lado, mas os cafés e restaurantes nos "autogrill" fechavam às 10:00h !

Cerca de 50km depois de Nice, a "Catarina" indicou-me que havia um hotel na próxima saída, La Muy.

Saímos da auto-estrada mas, logo na primeira rotunda, vejo uma placa de camping.

Seguimos as placas mas quando chegámos ao portão do Camping les Cigales vemos "Complete"...

Quando me preparava para dar a volta, duas francesas, proprietárias do camping, dirigem-se a nós.

Propoêm-nos, a troco de 15€, montarmos a tenda num terreno à entrada do parque, usufruindo da segurança e dos serviços do mesmo.

Agradecemos e aceitámos de bom grado. Eram 11 horas da noite!

Estávamos nós a montar a tenda quando chega um casal inglês, no belo do seu BMW 535, abre a bagageira e tira a tenda...

Estavam nas mesmas condições que nós mas, desesperados. Tinham estado 5 horas à procura de alojamento...

Escusado será dizer que nessa noite dormimos que nem uma pedra.

Tinha sido um dos dias mais "compridos" de toda a viagem...!!!



Dia 14

La Muy - Andorra
562 km


Alvorada às 7:00h da manhã.

Só nesse dia seguinte é que percebemos que, no local onde tinhamos montado a tenda, tinham estado cavalos e havia bostas (apesar de secas) por todo o lado.

O pinhal onde estávamos até era agradável mas as duas "charretes" paradas mais acima confirmavam as suspeitas...

Depois de um belo banho, para tirar o cheiro a cavalo, arrancámos para, segundo os planos iniciais, Tolouse.

Mas, à medida que a manhã avançava, o calor tornou-se insuportável e as auto-estradas francesas ainda mais...

Eu nunca tinha visto nada assim...

O trânsito naquela sexta-feira, 14 de Agosto, era qualquer coisa de indiscritível...

Fiz dezenas de quilómetros entre as filas de carros em auto-estradas com 3 faixas de rodagem...!

Além disso, França foi o único país onde tive problemas em reabastecer. Cheguei a ter que sair da auto-estrada para encontrar um bomba de gasolina.

Os franceses só se entendem eles próprios...

No meio de isto tudo, tomámos uma decisão, abandonámos os planos de Toulouse e apontámos o rumo para os Pirinéus e Andorra.

Deixámos as auto-estradas e pouco a pouco, na zona de Perpignan, a montanha foi aparecendo, o verde tomou conta da paiságem e o ár tornou-se mais fresco.

O meu gosto pela montanha mudou imediatamente a minha disposição e até a "africa" parecia "roncar" de maneira diferente enquanto subiamos a todos aqueles portos de montanha, curva após curva.

Aquelas estradas são um sonho para motas...por isso mesmo vimos dezenas a subir e a descer a montanha.

De facto a Honda Africa Twin XRV 750 é um mota muito boa, segura e fiável!

A subir os Pirinéus, muitos carros, que mais pareciam chaleiras, vimos encostados à berma, tal era a quantidade de fumo que saía dos seus motores...

No manómetro de temperatura da AT, pouca diferença vi...!

A "Catarina" depois dos calores que apanhou por essa Europa fora, também agradeceu a diferença na temperatura.

É que a "pobre coitada", além do sol e calor que apanhava por estar exposta aos elementos, ainda tinha que suportar todo o calor que vinha da zona do motor e radiadores...!

Houve alturas em que, quando a tirava da mota, tinha alguma dificuldade em mantê-la na mão de tão quente que estava...

Depois do calor da manhã, atravessámos dois túneis, com portagem, que mais pareciam congeladores, de tanto frio que estava...!

Na fronteira entre França e Andorra, uma fila enorme de carros esperava para poder entrar em França.

Nós passámos quase sem parar.

É já ao final da tarde que, perto da Cidade Velha de Andorra, encontrámos um hotel simpático com vista para a montanha.

Como já era tarde, optámos por jantar no hotel e muito bem, por sinal.

Curiosamente, a grande maioria das empregadas são portuguesas e espanholas (galegas), pelo que as conversas foram sempre em português!



Dia 15

Andorra - Burgos
595 km


Alvorada novamente às 7:ooh.

A vista do nosso quarto era espectacular. Tudo tão verde e fresco...


Esta parte dos Pirinéus, que não conheciamos, também é muito bonita.


Fomos buscar a "africana" à garágem e em seguida fomos conhecer e passear um pouco em Andorra.


A cidade velha de Andorra é uma cidade muito simpática, mas, como toda a gente sabe, a sua grande atracção é o comércio.

Antes isolado, o principado é hoje um país próspero principalmente devido ao crescimento do turismo e pelo seu "status" de paraiso fiscal.

Felizmente iamos de mota...porque, só na parte que me toca, as muitas lojas de artigos para mota e acessórios, são uma verdadeira tentação.


Deixámos Andorra em direcção a Burgos.

Chegamos à fronteira entre Andorra e Espanha e quando parámos não é que a "africana" se quer deitar...?!?

Num pequeno desnível no terreno, a mota inclina-se mais do que a conta e eu, já no limite das minhas forças, estou a ver que não a consigo aguentar...

A Claudina põe um pé no chão e ainda piora as coisas...

Grito à Claudina para que tire o peso dela de cima da mota e foi com alívio que noto que a mota se endireita quase sózinha e sem esforço...!

Eu já estava a ver-nos ali todos esparramados, mesmo no meio da alfândega...que cêna!

Foi a única vez que me vi quase no chão...e logo parádos...!

Passámos na alfândega sem problemas e entrámos em Espanha.

Nos quilómetros seguintes, encontrámos uma das estradas mais controladas por rádares de toda a viagem.

Algum tempo depois entrámos na auto-estrada, a mesma que fizemos a caminho de Barcelona, só que desta vez, em sentido inverso.

Esta auto-estrada tem um pormenor curioso que é o de atravessar o Meridiano de Greenwich.

O local está assinalado por placas e um arco no local exacto.


O meridiano de Greenwich é o meridiano que divide a Terra em dois hemisférios, o ocidental e o oriental.


Mais uma vez, o calor tornou-se insuportável.

A determinada altura, tinhamos que parar quase de hora a hora, para refrescar...!


Numa dessas paragens, nós que pensávamos que já tinhamos visto tudo...


Encontrámos isto: um casal espanhol que viajava de mota...com um cão!!!


Quando os vimos, estava um cão por ali perto...

Mas quando se prepararam para sair e pegam no cão e o põe dentro do saco de depósito especial... eu nem queria acreditar...

Ela explicou-me...em cidade, o saco tem uma abertura para o cão meter a cabeça de fora, mas em estrada vai todo metido lá dentro.

Rimo-nos e eu só pensei...esta gente é doida...!

Ainda nos encontrámos noutras parágens, mas eu ia num ritmo algo mais elevado e acabámos por nos separar já perto de Burgos.


Chegámos a Burgos por volta das 17:00h e ficámos no Camping Fuentes Blancas.

Montámos a tenda pela última vez nesta viagem e partimos à descoberta de Burgos.

A maior atracção tuística da cidade é a sua catedral e claro que a "Catarina" nos levou quase até à sua porta.

O Arco de Santa Maria.


A Catedral de Burgos.

É pena a catedral estar tão "encaixada" na cidade porque desta forma, é difícil apreciar toda a sua grandiosidade e beleza.


A sua construção iniciou-se em 1221, segundo os padrões góticos franceses.


A catedral só foi terminada em 126o.


A Plaza del Rey San Fernando com as suas esplanadas.


Uma das portas laterais da catedral.


A Puerta del Sarmental.


Outra vista da catedral. Este templo católico está dedicado Virgem Maria.


Olhem só o ar satisfeito dela...


Vista sobre a Plaza de Santa Maria onde está a porta principal da catedral.

Aqui está também a Fuente de Santa Maria.


Burgos foi mais uma "marca no cinto" da Claudina, cidade que ela também há muito queria conhecer.


Artistas de rua vimos por toda essa Europa mas, a Avé Maria de Schubert, cantada e tocada desta forma só mesmo aqui.

A nave do Arco de Santa Maria tem umas condições acústicas que proporcionaram um espectaculo de grande qualidade.


A entrada para a Plaza Mayor.


Vista parcial da mesma praça.


As ruas à volta da Plaza del Rey San Fernando e da Plaza Mayor estavam cheias de bares onde se comiam tapas de todo o tipo.

Nesta zona, as esplanadas e passeios, ao longo do Rio Arlanzón, estavam cheios de gente, embora aqui fosse maioritariamente "gente mayor".

Já algo tarde, quando regressávamos ao camping, numa das avenidas de Burgos pára ao meu lado um distribuidor de pizzas na sua Husquevarna 450, que me diz "Então boa noite...!".

Era um português que quando viu a minha matricula portuguesa, resolveu vir atrás de mim para me cumprimentar.

Falámos um pouco, num semáforo, e depois lá arrancou ele em "cavalo"...!



Dia 16

Burgos - Tordesilhas - Coimbra
556 km


Alvorada às 8:00h.

No último dia da nossa viagem estávamos preguiçosos...

Pela última vez, sentei-me em cima das malas pois esta era a única maneira de as conseguir fechar.


Só saimos de Burgos por volta das 10:00h da manhã.

Decidimos não parar em Salamanca, cidade que já conhecemos bem, e optámos por visitar Tordesillas, cidade do célebre tratado entre Portugal e Espanha.


É uma cidade simpática mas de pequena dimensão.


Esta é a sua Plaza Mayor.


Aqui o Museu de San Antolín.


Pormenor do seu interior.


E aqui uma placa alusiva à inauguração das Casas del Tratado pelos Reis de Espanha e o Presidente de Portugal na altura.


A entrada para as Casas del Tratado.


Ilustração alusiva ao Tratado de Tordesilhas.


Pormenor do seu interior.


O Tratado de Tordesilhas foi um celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino de Espanha.

Nele se dividiam as terras "descobertas e por descobrir" fora da Europa por ambas as Coroas.


A Claudina delira com estas coisas e eu, na verdade, não posso dizer que não gosto...


Comemos depois qualquer coisa numa esplanada e rumámos a casa.

Foi com alguma emoção que pisámos solo português novamente...


A fronteira luso-espanhola.


Esta fotografia foi tirada por uns companheiros motards espanhóis que estavam no local.

Vinham de Valência e mostravam orgulho nisso pois, segundo eles, era uma viagem de respeito.

À pergunta de onde vinhamos, respondemos ...da Grécia !

Só queria que vissem as caras deles...


E finalmente, atravessando o Mondego, na chegada a Coimbra.


Chegámos a casa...


Cansados mas muito felizes e realizados.


E quem nos recebeu com uma alegria eufórica...


...e único "membro" da familia presente na altura...


...o Rito, o nosso fiel cão pastôr alemão.


As nossas caras e expressões dizem o resto...!!!


As malas da nossa "africana", "cheias de memórias"...


Cada um destes autocolante tem uma história para contar...!


segunda-feira, 22 de Junho de 2009

7º Passeio BTT Caminhos de Mateus

Sábado, 20 de Junho de 2009.

Céu limpo e sem vento...adivinhava-se um dia de calor...nem uma nuvem à vista...!

Depois de todos os exames, teste, tpc's e sei lá que mais, finalmente chegou o dia do 7º Passeio BTT "Caminhos de Mateus"!

8 horas da manhã e já estava tudo em pé...pouco tempo depois começaram a chegar os primeiros amigos e participantes


O João Filipe, a família Costa e a família Oliveira, claro está, foram dos primeiros...


Ao contrário dos outros anos, desta vez a partida seria mesmo à porta de casa...


E, assim sendo, tínhamos mesmo que esperar pelos mais atrasados...


O pai Oliveira este ano vinha cheio de vontade..., duas bicicletas ???


A impaciência começava a fazer-se sentir...


Mas eis que chega quem faltava...


Finalmente partimos...!

Depois de atravessarmos a Palheira, dirigimos-nos para o percurso e os trilhos de terra...


Uma primeira paragem para um pequeno "briefing" sobre o percurso...


Nota-se que vai ser um dia quente...


Os "muchachos" em acção...!

O Manuel Filipe...


O Pedro Afonso...


O João Filipe...


O João Miguel...


O Luís Pedro...


O Vasco...


O Filipe...


O (outro) Manuel...


O João Diogo...


e o Luís Oliveira...


O gang completo...!

No total éramos 11... menos que nos outros anos... mas bons!


Como é sempre inevitável... a primeira queda...!

Mas nada de grave e o Filipe portou-se valentemente e continuámos o nosso passeio.


As travessias de estradas mereciam sempre especial atenção...


Aqui, depois de termos feito um trilho sinuoso e engraçado, preparávamos-nos para subir ao aérodromo...


Estes dois andáram sempre a picar-se um ao outro...


E quando não dava para ir montado, ia-se a pé...


O Vasco parecia um profissional...


Depois de atravessarem os últimos...


...engarrafamento na subida.


É que esta não era de todo fácil...


Mas com ou sem ajuda, todos subimos...


Um merecido descanso...!


Aproveitámos para recuperar energias perdidas...


Enquanto para uns a água era suficiente...


outros precisáram de algo mais...


A chegada ao Aérodromo de Coimbra...!


Houve quem já precisasse de reabastecer de água...


O trilho seguia ao lado do aérodromo, para depois descer para o vale...

Aqui o Manel "estreou" a sua Kona Coiler...!

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Sem mais sobressaltos, os restantes foram descendo...


Entretanto o pai Luís Oliveira e o filho João Diogo perderam-se... nada de novo...!


Claro que a situação foi motivo de risota....!


Mas depois de dadas as indicações correcta via tmóvel, o grupo reagrupou.


Uma nova paragem para consumir o resto dos víveres e mantimentos...


E vê-se bem que alguns bem precisavam...!


Foram feitos alguns ajustes e reparações às máquinas...


Mas a boa disposição esteve sempre mais que presente...!


Os dois do costume...


E o Filipe já nem se lembrava da queda...!


Aqui não percebi bem se era o Vasco que comia o chocolate se era o chocolate que comia o Vasco...


Entretanto o passeio continuava...


Uma pequena dúvida no percurso...que o Gps resolveu...


e esta zona, particularmente bonita, foi bem aproveitada por todos...


Já quase no fim, e como surpresa especial, a passagem do ribeiro...!

O Manuel Filipe...

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O Pedro Afonso...

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O João Miguel...

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O Luis Pedro...

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O Filipe...

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O João Diogo...

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E o (outro) Manuel...!

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Finalmente, depois da derradeira subida, e nada fácil, o cansaço era evidente...!


E o calor era muito e o sol abrasador...


Os últimos aparecem finalmente...!



E assim, todos terminámos brilhantemente...!!!


E assim terminou o 7º Passeio BTT "Terras de Mateus" !

Foi uma manhã muito bem passada, na natureza...no campo, na companhia de bons amigos, cheia de bons e divertidos momentos e ficámos todos com vontade de repetir para o ano!

O nosso obrigado a todos aqueles que se juntáram a nós neste passeio!


P.S. - O pessoal do remo da AAC é que foi aquela miséria...nem um para amostra...!?!?!

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

7º Passeio BTT Caminhos de Mateus

Realiza-se no próximo sábado, dia 20 de Junho o 7º Passeio BTT Caminhos de Mateus.

A hora da partida está marcada par as 9:00 horas e começará e terminará na casa Mateus.

Ao contrário do que tem acontecido nas edições anteriores, este ano não será necessário o transporte das bicicletas para outro local, decorrendo o passeio num percurso por terra de cerca de 20 kms nos arredores de Coimbra (Carvalhais de Baixo, Palheira, Cernache e Cegonheira).

Quem quiser juntar-se a nós neste passeio anual de bicicleta, será, como sempre, bem vindo!


Uma breve retrospectiva das edições anteriores:

2003 - 1º Passeio BTT Caminhos de Mateus

Este foi o ano do 1º passeio que fizemos. O percurso tinha cerca de 16 kms

O Manel tinha 10 anos e o João 8 anos. O Pedro com 4 anos ainda não participou...

Nesse ano fomos 12 participantes!


2004 - 2º Passeio BTT Caminhos de Mateus

Este foi o ano em que o Pedro participou pela primeira vez...com 5 anos !!!

O Manel tinha 11 anos e o João 9 anos. Nesse ano fomos 21 participantes.

O percurso tinha cerca de 16.5 kms.

Os mais jovens btt'istas! Alguns não fizeram todo o percurso...


2005- 3º Passeio BTT Caminhos de Mateus

O Manel tinha 12 anos, o João 10 e o Pedro 6 anos.

O carregamento de bicicletas até ao local de partida.

Nesse ano, partimos a sul de Alcouce e fomos 20 participantes.

O percurso passou perto de Assafarge, Palheira e Carvalhais de Baixo.

O trajecto tinha cerca de 14.5 kms.

Uma pausa para um pequeno lanche para retomar forças...


2006- 4º Passeio BTT Caminhos de Mateus

O Manel tinha 13 anos, o João 11 e o Pedro 7 anos.

Nesse ano partimos de Alcabideque.

Nesse ano fomos 15 participantes.

E o percurso foi algo mais técnico e trialeiro com cerca de 16 kms.

Mas correu tudo bem...!

Mas os mais jovens chegaram algo cansados...


2007- 5º Passeio BTT Caminhos de Mateus

O Manel tinha 14 anos, o João 12 e o Pedro 8 anos.

Nesse ano, o já habitual transporte das bicicletas levou-nos até Taveiro.

E como em todos os anos, há sempre caras novas. Fomos 18 os participantes!

Mas os e as fieis de sempre estão presentes...!

Máquinas novas...

Mas a vontade de sempre...!

Uma parte do percurso mais dura...

E quando não dá para ir montado, a pé também vale...!

E chegou a hora de tentar não molhar os pés...

Quase, quase...

Engarrafamento no riacho...?

Pronto, este já está de molho...!

Vejam como se faz...!


2008- 6º Passeio BTT Caminhos de Mateus

O Manel tinha 15 anos, o João 13 e o Pedro 9 anos.

Nesse ano vieram os prós...!

Com grandes maquinões...

Nesse ano fomos 20 participantes.

Partimos do Loureiro num percurso de 16.5 kms.

O percurso foi quase todo ele muito verde nesse ano.

Tanto que nalguns sítios mal se via o trilho...

Mas ninguém se perdeu.

Uma pausa para reagrupar.

Ainda houve tempo para umas brincadeiras...!

A pausa para o lanche do costume...

Tínhamos acabado de descer um trilho de pedra algo duro...

E os "experts" mostram como se faz...

Nalguns casos a técnica vale mais do que a força...!

Inevitavelmente os "problemas" técnicos também aparecem...

E o cansaço começa a aparecer...

Mais um esforço...e já está feito...!!!

2009 e o 7º Passeio BTT Caminhos de Mateus espera por nós!!!

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

IV Regata Internacional Ponte da Amizade

Domingo, 31 de Maio, 9.00h. Lá estamos nós novamente no Parque Verde de Coimbra.

Desta vez a ida é a Vila Nova de Cerveira, a tal dos cervos, veados e afins...


Depois dos cumprimentos da ordem...


Os atletas da Académica entram no autocarro que os vai levar a Vila Nova de Cerveira!


Os barcos vão no atrelado habitual...


Depois de uma viagem tranquila chegámos cedo ao local da prova.


O lugar era agradável e os barcos e atrelados marcavam presença por todo o lado...


O dia estava quente e agradável e a brisa suave que se fazia sentir era bem vinda...!

Os clubes espanhóis também estavam em força...


Ao todo estiveram presentes 22 clubes de remo na regata.

Clubes portugueses:
  • AAC
  • ANL
  • ARCO
  • CERVEIRA
  • CFP
  • CFV
  • CIM
  • CNB
  • CNV
  • FABRIL
  • GCF
  • INFANTE
  • PCALE
  • SCC
  • SCP

Clubes espanhóis:

  • CASTRELO
  • CORVERA
  • FERROL
  • MIÑO
  • MARIN
  • SAN FELIPE
  • VIGO

Vila Nova de Cerveira é uma vila simpática...


O seu centro está cuidado e nota-se que o visitante é bem vindo...


Vila Nova de Cerveira foi criada em 1320 pelo rei D. Dinis.


Debruçada sobre o rio Minho e fronteira à vila espanhola de Goián, Vila Nova de Cerveira possui belas casas dos séculos XVII e XVIII a ladear as ruas estreitas.


A vila desenvolveu-se em volta das suas muralhas, que a protegiam dos ataques espanhóis.


Entretanto os nossos remadores e remadoras regressaram do almoço...


E enquanto esperam, passam o tempo como podem...


Uns jogam às cartas...


Enquanto outros "fingem" que estudam...!


E assim chegou a hora da competição.


O primeiro dos Mateus a entrar em prova foi o Pedro.


Como se pode ver, os acessos ao local de embarque e desembarque apresentavam algumas limitações...


E assim, por vezes, os "engarrafamentos" aconteciam.


Mas nada que impedisse a dupla Pedro Mateus e Gonçalo Delgado de participar na sua prova...


O Pedro e o Gonçalo entraram na sua classe habitual: 2X Masculino Infantil.


A prova correu muito bem à dupla da Académica e mesmo tendo efectuado uma partida, segundo eles, menos boa...


Terminaram em 1º lugar na sua manga e ficaram em 2º na geral, só atrás da outra dupla da Académica, Diogo Alves e Tiago Susano...!

(...que belo exemplo SRA.TREINADORA !!!???!!!... sim senhor...!)


Entretanto a prova do Vasco Costa também se realizou...


E o Vasco terminou a sua manga em 2º lugar, ficando em 3º na geral!


As coisas corriam da melhor forma para os jovens remadores da Académica...!


E aqui temos mais um pai orgulhoso: o nosso Eng.Raul Costa...!


Chegou a vez do 2º Mateus entrar em prova, o João !


A tripulação do quadri, João Mateus, Gustavo Assunção, Ricardo Francisco e António Pais entrou na água confiante num bom resultado.


Mas infelizmente tal não aconteceu...


Terminaram a sua manga no último lugar.

Parece-me que chegou a hora de fazer qualquer coisa...

Troquem de lugares no barco, façam experiências, façam o que quiserem mas sobretudo...TREINEM...!


Com o terminar da competição, chegou a hora de desmontar e arrumar os barcos...


Claro que para os infantis é tudo uma festa...!


E assim chegou a hora tão esperada das medalhas e troféus...!


1º e 2º lugar para a Académica! Parabéns rapazes...!!!


Com tanto brilho até o fotógrafo ficou encandeado...


E com um medalhão daquele tamanho os coitados até vinham vergados...!


As felicitações e os abraços sucediam-se nos "de preto"!

Por outro lado, lá para as bandas dos "azuis" deve-se comer bem, já repararam...?


Entretanto apareceu uma espiã vinda de Cuba (a da boina à Che Guevara...)...

Queria saber a razão de tanto sucesso dos "de preto"...


Mas estes dois queriam lá saber, a felicidade é total...!

Já tem a sua medalha e o resto é conversa!


E na verdade, mesmo sem medalha, a satisfação era evidente!


Ainda muito se há-de ouvir falar destes dois no remo...


Entretanto chegou a hora de começar a arrumar a trouxa...


Mas com a emoção houve quem não conseguisse evitar uma lágrimazinha...


Mas com paisagens desta é compreensível...!


Um último "copo" para a viagem de regresso...


E aí vão eles a caminho do autocarro...!


Cansados mas satisfeitos...!


A chegada a Coimbra aconteceu por volta das 10.00h da noite.

Depois ainda tiveram que montar, lavar e arrumar barcos. Às 11.00h estava tudo despachado.

Mas consta-se que da viagem ainda há muito que contar...